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Mato Grosso na COP 21: preservar, conservar e incluir

Durante a COP 21, Conferência Global do Clima, realizada no mês de dezembro de 2015 em Paris, Mato Grosso apresentou uma proposta ousada para a redução de emissões de CO2 que pode chegar a 6 gigatoneladas até 2030. Acesse a apresentação e informativo de Mato Grosso na COP 21. A estratégia foi construída junto com o setor produtivo e sociedade civil organizada. 

Tudo isso aliado ao aumento da produção, conservação florestal, inclusão socioeconômica da agricultura familiar e populações tradicionais na luta pela sustentabilidade. Conforme monitoramento do Prodes/Inpe, o estado registrou redução do desmatamento de 5,2 milhões de hectares de florestas em seu território entre 2006 e 2014. A redução evitou que 1,9 bilhão de toneladas de CO2 fossem lançados na atmosfera, volume maior que a redução de qualquer Estado da Amazônia para o período, segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), e inclusive maior que a maioria dos países que compõem o Anexo I do Protocolo de Kyoto (1997).

Entre os compromissos durante a conferência, o Governo de Mato Grosso tratou de parcerias para fortalecer a economia do estado com a ampliação do mercado consumidor de commodities produzidos em Mato Grosso. Um dos encontros foi com a direção da Tropical Forest Alliance 2020, organização que reúne grandes empresas mundiais que trabalham interessadas em promover a redução do desmatamento ilegal a partir da compra responsável de matéria-prima.

Força Tarefa dos Governadores para o Clima 

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques também assinou o Under 2 MOU (Memorando de Entendimento) se comprometendo com ações para conter o aquecimento global. O grupo de signatários deste memorando congrega 57 estados subnacionais de 20 países, dos quais 15 estão reunidos se reuniram na COP 21. No Brasil, integram a lista Acre e agora Mato Grosso.

Cada signatário do MOU se compromete a limitar a emissão de gases do efeito estufa com menos de 2 toneladas per capita até 2050, com a expectativa de que com esta redução seja possível limitar o aquecimento global para menos de 2 graus celsius até o final deste século. Entre as principais propostas do documento estão: focar na atenção internacional para as ações e metas ambiciosas de redução dos líderes climáticos; demonstrar o impacto coletivo dessas ações e compromissos entre os estados, regiões, cidades e países; e mostrar a diversidade de abordagens para reduzir as emissões.

Pedro Taques falou em nome de todos os governadores sobre a estratégia de Mato Grosso para contribuir com a redução do aquecimento global. Com uma área de 900 mil km², o Estado mantém 60% do seu território preservado. "Nós de Mato Grosso, e do Brasil, já estamos contribuindo muito, mas queremos e podemos contribuir mais. Isso, é claro, com a ajuda externa, pois ainda temos problemas graves para serem solucionados. Assino este memorando de entendimento hoje não como um chefe de estado, mas como representante do meu povo, que também entende a importância da preservação ambiental. Aqui não somos brasileiros, americanos ou franceses. Somos pessoas preocupadas com o futuro da humanidade".

Na vanguarda ambientalista, a maioria dos signatários do Under 2 MOU integra a Força Tarefa dos Governadores para o Clima e as Florestas (GCF). Aliás, esse acordo se originou de uma parceria entre a Califórnia e Baden-Württemberg, um dos estados da Alemanha que tem papel bastante representativo na COP 21, que é uma conferência que busca um novo acordo climático mundial.

 A secretária de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, Ana Luiza Peterlini, que acompanhou a conferência em Paris, afirmou que as reuniões com as lideranças mundiais foram importantes. “Mostramos como o nosso Estado está contribuindo com a redução das emissões de CO2 no planeta, sempre deixando claro que podemos fazer muito mais se obtivermos mais apoio”.