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Métodos de recuperação de área degradada são debatidos em curso

Cerca de 200 pessoas entre profissionais liberais, proprietários rurais, técnicos e estudantes participam da capacitação que ocorreu entre os dias 29.11 e 01.12
Fernanda Nazário | Sema-MT

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), trouxe diversos especialistas durante o curso ‘Adequação Ambiental da Propriedade Rural’ para esclarecer os métodos de recuperação de área degradada e a importância deles para a conservação da natureza.

Conforme o especialista em manejo do ecossistema natural da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Brasília, Felipe Ribeiro, há três formas para recuperar uma área degradada. São elas: condição da regeneração natural, plantio de mudas e plantio por sementes. Mas, para saber qual delas será utilizada no procedimento Felipe explica que é necessário mensurar o nível de alteração da área.

“Ao optar pelo método de regeneração, o produtor precisará saber se há remanescente natural próximo da área e se no local tem baixa presença de espécies invasoras, como gramíneas. Após ele observar esses dois requisitos, o próximo passo é o isolamento da área por meio de cercamento ou da construção/manutenção de aceiros, o que permitirá o retorno da vegetação”.

Se a área estiver muito degradada e sem condição de alto-regenerar o outro método é a plantação de muda. Neste processo são plantadas mudas de forma aleatória ou sistemática (em linhas), com espaçamentos diversos que podem variar em função do relevo, do tipo de vegetação a ser restaurado e da velocidade com que se quer recobrir o solo.

Já no tipo de recuperação por semeadura direta são utilizadas sementes de espécies nativas. Elas são plantadas em grande quantidade para garantir o estabelecimento e isso permite que a área toda seja alcançada no plantio, que pode ser manual, mecanizado ou ambos. “Podem ser semeadas apenas espécies pioneiras, em alta diversidade, ou junto com espécies secundárias, dependendo da resiliência da área”, lembra Felipe.

Cerca de 200 pessoas entre profissionais liberais, proprietários rurais, técnicos e estudantes participam da capacitação que ocorreu entre a última quarta e sexta-feira (29.11 a 01.12) no auditório da Famato, em Cuiabá. Para analista ambiental da Sema que esteve à frente da atividade, Ligia Nara Vendramin, essa foi uma oportunidade para sanar as dúvidas relacionadas as políticas públicas voltadas para o meio ambiente, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Programa de Regularização Ambiental (PRA), entre outras.

“Apresentamos também nível de referência como protocolo de monitoramento da recuperação da cobertura vegetal de Mato Grosso. Este nível de referência tem critérios e indicadores de recuperação que o proprietário rural deverá seguir. Assim vamos ter números a serem alcançados com qualidade, menos preocupação com as datas e mais com a evolução do projeto”.

O engenheiro florestal Diego Antônio avaliou positivamente os três dias do curso. Para ele, essa foi uma oportunidade de reciclagem, pois fazia tempo que não participava de um evento sobre restauração florestal. “Essa é uma etapa importante para o meio ambiente, tendo em vista que é levado em consideração a preservação do solo e dos recursos hídricos”. A especialista em direito ambiental, Neide Maria do Espirito Santo, também aproveitou o curso para se reciclar e entender as novas regras para adequação ambiental. “E ainda pude rever os colegas da área, isso é muito bom”.

Parceiros

Entre as instituições que contribuem para a realização do curso estão: Critical Ecosystem Partnership Fund, Rede Sementes do Cerrado, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversdade (ICMBIO), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), GIZ – Cooperação Técnica Alemã, Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (Amef), Projeto Biomas, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Serviço Florestal Brasileiro, Fiemt, Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Matogrosso (Cipem), BNDES, Sebrae e John Deere.