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Empaer comercializa 530 mil alevinos para piscicultores do Vale do Rio Cuiabá

Rosana Persona | Empaer

João de Melo/Empaer
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Durante os cinco primeiros meses deste ano foram comercializados 530 mil alevinos de tambacu e tambatinga para 260 produtores rurais do Vale do Rio Cuiabá, e região, na Estação de Piscicultura da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), localizada no município de Nossa Senhora do Livramento (42 km ao Sul de Cuiabá). A previsão é comercializar novamente no início de 2019.  

Foram comercializados alevinos para recria e engorda em cativeiro medindo de três a cinco centímetros, por R$ 230,00 o milheiro, de cinco a oito, R$ 280,00, e de oito a dez centímetros, por R$ 330,00. O chefe da Estação, Antônio Claudino da Silva Filho, fala que a Empaer priorizou o atendimento aos agricultores familiares e disponibilizou no momento da compra toda tecnologia de reprodução com informações desde o momento da soltura dos alevinos nos tanques ou represas até o abate.

De acordo com o chefe da Estação, nosso clima é muito bom para o cultivo de peixe e em menos de um ano está pronto para o abate.  É importante colocar a quantidade de alevinos conforme o tamanho do tanque. Um alevino ocupa um metro quadrado de lâmina de água e necessita de alimentação e nutrição de peixes, qualidade e oxigênio da água, temperatura e outros. No período de 10 a 11 meses, pode atingir o peso de quase dois quilos e já estar pronto para o abate. “Antes da comercialização os produtores recebem treinamento sobre a criação de peixes em cativeiro”, ressalta.

A Empaer comercializa alevinos há quase 30 anos e garante ao piscicultor as espécies mais cultivadas, os híbridos tambacu (cruzamento da fêmea do tambaqui e o macho do pacu) e a tambatinga (fêmea do tambaqui com o macho da pirapitinga). E também, alevinos de qualidade isentos da doença Lernia (Lernaea cyprinacea), um ectoparasita ou parasita externo de peixe que fixa na musculatura e causa lesões, aparecimento de infecções secundárias, mortalidade, redução da taxa de crescimento e reprodução em peixes adultos. “As matrizes foram produzidas na própria estação e garantimos esse selo de qualidade com alevinos, isentos de doenças”, enfatiza.

Reforma e ampliação

O chefe da Estação, Antônio Claudino da Silva Filho, fala que com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no valor aproximado de R$ 385 mil, a reforma e ampliação do laboratório de reprodução estão quase prontas. Com a entrega do prédio, a Estação de Piscicultura terá capacidade para produzir aproximadamente 1 milhão de alevinos por ano. “Além do aumento na produção de alevinos, as instalações foram ampliadas para oferecer cursos e palestras aos piscicultores do Estado de Mato Grosso”, destaca.





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