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Quinta, 26 de abril de 2012, 10h48 | Tamanho do texto: A- A+

PECUÁRIA

As tendências da pecuária na economia de Mato Grosso

JOSÉ LACERDA
Secretário-Chefe da Casa Civil

O setor de agronegócios continua a ser um dos principais responsáveis pelo equilíbrio da balança comercial brasileira. Mato Grosso passa pela fase das demandas do mercado nacional e internacional, tanto no setor agrícola como pecuário, considerado destaque no mercado interno e nas exportações do país.

No setor da pecuária, o estado possui um rebanho de 29 milhões de cabeças de gado, maior rebanho bovino brasileiro. Em 2008, era 26 milhões de cabeças de gado.

Conforme o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), em 2011, o total de 5 milhões de cabeças foram destinadas ao abate de bovinos. Em 2010, o estado ficou em 1º lugar no ranking nacional, com o abate de mais de 4 milhões de cabeças, representando a participação de cerca de 14% do total brasileiro, conforme fonte do IBGE.

Nas exportações de carne, em 2011, Mato Grosso está classificado em 2º lugar do ranking nacional, exportando quase 195 mil toneladas de carcaça. Isso representou 16% do total de exportações brasileira, conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Pecuária (Imea). Nos últimos anos, houve uma variação de aumento na participação do estado no mercado brasileiro de exportação de carne. Em 2008, representava 13,07% nas exportações brasileiras; em 2009, diminuiu para 12,63%; em 2010, aumentou para 15,20% e em 2011, ficou com 15,93% do total das exportações de carne.

As restrições mundiais com relação ao desmatamento para a produção agrícola, tem feito esse setor se utilizar das áreas anteriormente abertas para pastagens. Apesar da redução das áreas para pastagens, a utilização de tecnologia e de gestão do sistema de confinamento têm aumentado a produção pecuária. O melhoramento genético do rebanho bovino foi determinante para a pecuária em todo o país, considerado pelos especialistas como um dos motivos para a alta gradativa do crescimento, estimado em cerca de 2% ao ano.

Em Mato Grosso, segundo o Imea, as estimativas finais confirmam essa tendência promissora. São apontadas perspectivas de crescimento de 2% ao ano (crescimento linear) do rebanho bovino no estado e de 4% ao ano para o crescimento dos abates. Essas estimativas estão baseadas no crescimento do número de confinamentos, juntamente com a melhoria das pastagens. Com esses procedimentos, serão disponibilizadas maiores áreas para a agricultura, além da melhoria do manejamento reprodutivo e alimentar que proporcionarão esse crescimento.

Diferente do que acontece nos Estados Unidos - onde o abate ocorre com o gado tratado 100% pelo sistema de confinamento, durante todo o ano - em Mato Grosso, do total de abate 4,8 milhões de rebanho, apenas 700 mil de rebanho é confinado, representando 14,5%.

No Brasil, cerca de 10% dos animais enviados para a indústria de abate são oriundos de confinamento, segundo a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon). Na projeção dessa entidade, o volume de gado confinado no Brasil, em 2012, pode chegar próximo aos 4 milhões de animais, representando um crescimento de 12% sobre o total de bovinos criados no mesmo regime, no ano passado, quando totalizavam 3,4 milhões de animais.

Com dados fornecidos pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), entre 2010 e 2011, a evolução de gado confinado cresceu 29% . De 2005 a 2011, conforme pesquisa feita pelo Imea sobre a evolução do gado confinado em Mato Grosso, houve um crescimento de 548%, passando de cerca de 118 mil para 764 mil cabeças de gado.

O processo de industrialização de Mato Grosso foi um fator determinante para garantir o barateamento do silo, permitindo a adesão cada vez mais crescente do sistema de confinamento do gado.

A participação mais efetiva do produtor pecuarista junto às entidades representativas do setor é muito importante para a união dos esforços pela conquista do equilíbrio dos preços de mercado, evitando que o setor torne-se refém da indústria frigorífica.

*José Lacerda é secretário-chefe da Casa Civil do Governo de Mato Grosso.

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