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Polícia Civil recupera R$ 433 mil do roubo ao banco de Campo Verde

Assessoria | PJC-MT

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A Polícia Judiciária Civil (PJC) recuperou R$ 433 mil do roubo na modalidade “Sapatinho”, ocorrido na agência do Banco do Brasil de Campo Verde (131 km ao Sul de Cuiabá), na madrugada de terça-feira (14.02). As investigações são conduzidas pela Delegacia de Campo Verde, Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e o Núcleo de Inteligência da Regional de Primavera do Leste (231 km ao Sul da Capital).

Do montante de aproximadamente R$ 500 mil roubados, R$ 150 mil foram bloqueados em contas da Caixa Econômica Federal (CEF) e R$ 176 mil rastreados em contas do banco Bradesco, que tiveram pedido judicial de bloqueio. Mais de R$ 100 mil foram encontrados em espécie na casa utilizada por três dos envolvidos presos.

Os criminosos usaram 12 contas bancárias de parentes (pai, mãe, irmãos, esposa e outros) para distribuir o dinheiro roubado. A maioria é do estado do Pará e os depósitos foram feitos em vários envelopes com valores de R$ 5 mil, R$ 10 mil e alguns maiores, de R$ 15 mil e 57 mil, no caixa.

Pelo roubo, três membros da organização criminosa foram presos na quinta-feira (16.02), em ação da Delegacia de Campo Verde, com apoio do GCCO. Eles integram o bando que manteve a família do tesoureiro refém, na madrugada da última terça-feira (14.02).

Os bandidos, fortemente armados, invadiram a residência do tesoureiro do Banco do Brasil de Campo Verde, e fizeram os familiares reféns. Logo que amanheceu, o tesoureiro foi obrigado a ir até agência bancária e sacar grande quantia em dinheiro. Depois de entregue o valor exigido, os assaltantes fugiram do imóvel.   

Os suspeitos, Eduardo Nonato da Silva, de 26 anos, e Klayton Batista da Lopes, de 22 (inicialmente apresentou nome de Washington Alves da Silva), e Camila de Souza Silva, são naturais do estado do Pará e residentes no estado de Tocantins. Eles foram autuados em flagrante pelos crimes de extorsão mediante sequestro e associação criminosa.

Eduardo estava com mandado de prisão em aberto no estado do Pará e Klayton Batista Lopes tinha ordem de prisão em Tocantins, ambos por roubos a banco.

Investigação

Logo que a Polícia Civil foi procurada pelas vítimas, os investigadores iniciaram diligências para identificar os autores do roubo, na modalidade conhecida como “sapatinho”. A primeira pista apareceu no dia seguinte, quarta-feira (15.02), quando Eduardo compareceu à agência da Caixa Econômica Federal de Campo Verde, com a quantia de R$ 57 mil em dinheiro e efetuou o depósito para uma conta do estado do Pará.

Já na manhã de quinta-feira (16.02), o suspeito retornou ao banco com mais R$ 15 mil em dinheiro para realizar outro depósito. Na ocasião, a funcionária do caixa reparou que os números das notas depositadas pelo rapaz estavam na sequência de série, o que levantou suspeita por parte da atendente, que acionou a polícia.

Ao ser abordado pelos investigadores, Eduardo acabou confessando a autoria do roubo. Ele indicou uma casa no bairro Estação da Luz, onde estava outra parte do dinheiro subtraído do banco. Durante buscas no local mencionado, os policiais civis conseguiram surpreender Klayton e Camila, os outros envolvidos no crime. No imóvel também foi apreendido um revólver calibre 38, e a quantia de R$ 100 mil em dinheiro.

Diante do flagrante, Eduardo e Klayton foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Campo Verde, onde foram autuados pelos crimes de extorsão mediante sequestro e associação criminosa. A equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que está na cidade, acompanhou os interrogatórios dos presos.

Participaram da ação os policiais da Delegacia de Campo Verde, coordenados pelo delegado regional de Primavera, Rafael Sippel Fossari, delegado de Campo Verde, Mario Roberto Santiago Junior, com apoio da equipe do GCCO, por meio do delegado Diogo Santana.