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Sexta, 17 de maio de 2002, 17h06 | Tamanho do texto: A- A+

Dia Internacional do Museu

Ana Cristina

Dia Internacional do Museu

O primeiro museu instalado no Brasil foi o Museu Real (atual Museu Nacional) criado por D. João VI, em 1818

Ana Cristina

Comemora-se sábado, (18/05), o Dia Internacional do Museu. A Secretaria de Estado de Cultura realiza no estado um trabalho de conscientização e orientação sobre a importância de preservar a memória cultural e histórica da região.“A população precisa cobrar das prefeituras, secretarias municipais de cultura e conselhos municipais de cultura que guardem a memória da região, criem arquivo público,uma casa da memória”, afirmou o secretário Jurandir Antonio. Segundo ele, é necessário que se crie um instrumento de proteção para preservação da memória do município.

De acordo com a Coordenadoria de Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado de cultura, a palavra museu vem do termo Museion, templo das musas. Os latinos denominavam Museum ao gabinete ou sala de trabalho dos homens de Letras e Ciências. Ptolomeu I, soberano do Egito, deu esse nome à parte do seu palácio em Alexandria, onde se reuniam os sábios e filósofos mais célebres do seu tempo, para se entregar ao estudo das Letras e das Ciências, tendo à sua disposição uma biblioteca que se tornou famosa na antiguidade. Foi esse o primeiro estabelecimento cultural que recebeu o título de Museu.

O primeiro museu instalado no Brasil foi o Museu Real (atual Museu Nacional) criado por D. João VI, em 1818. “O Museu é um espaço dinâmico e ativo, onde acontecem eventos, exposições, palestras. É um local de pesquisa e estudos, com salas específicas para o desenvolvimento de atividades técnicas e artísticas”, esclareceu a coordenadora de Patrimônio Cultural do Estado, Bernadete Durães.

Ela explica que o Museu é um registro de aspectos da trajetória do homem, personagem e agente da História. É, portanto, um órgão de pesquisa e comunicação, mas também um órgão documental, que se caracteriza por manter um tipo de exposição muito especial: a de objetos originais, e, em casos em que isso é impossível, a de reproduções fiéis. “Por que preservar tais objetos? Porque representam o trabalho do homem. O homem é o ser capaz de criar e amar a Arte”, afirmou Bernadete.

Como instituição social, educativa, cultural, é também meio de comunicação, tanto quanto a biblioteca e o arquivo. O trabalho do museu consiste em despertar, formar e desenvolver de modo permanente o gosto do público. A divisão de Museu da Secretaria de Estado de Cultura está estruturada em Museu de História Natural e Antropologia (localizado no Palácio da Instrução), Museu Histórico (Palácio da Instrução) e Museu de Arte Sacra (Seminário da Conceição/atualmente Palácio da Instrução).

Museu de História Natural e Antropologia - Em 1975, com a criação da Fundação Cultural de Mato Grosso (FCMT) o então governador José Garcia Neto sugeriu a instalação imediata dos museus, no Palácio da Instrução, por ser um monumento de significativo valor histórico – cultural.

A FCMT, em 1976, encampou o Museu das Monções (da Codemat), que passou a chamar “Museu de História Natural e Antropologia”. O Museu foi inaugurado a l2 de agosto de l978, expondo coleções de história natural com exemplares da fauna, minerais, fósseis e peças arqueológicas, de caráter regional, todas oriundas do extinto museu.

O acervo de antropologia indígena, que antes estava incorporado ao acervo do Museu Histórico (sala Marechal Rondon e Coleção H.J. Bucker), encontra-se desde 1987 no Museu de História Natural e Antropologia.”As crianças ficam maravilhadas com as peças expostas no Museu. A visita é prazerosa e divertida. Aqui eles vêem réplicas de espécies que não teriam a oportunidade de observar tão próximas”, informou a agente de Museu Marli.

O Museu Histórico foi inaugurado no dia 12 de agosto de 1978. Seu acervo foi montado de forma paulatina, através de doações e comodatos. Este acervo é representativo da história de Mato Grosso, com peças e documentos do período colonial até a República.
O Museu de Arte Sacra, antes de ser um testemunho religioso, é o registro da memória cultural da sociedade luso-brasileira em Mato Grosso. Após a demolição da Catedral, em 1968, todo o acervo, composto de grandes imagens de madeira, alfaias de prata, castiçais, crucifixos e outras peças, foi guardado em um dos salões da atual Basílica. Com a criação da Fundação Cultural de Mato Grosso, atual Secretaria de Estado de Cultura, através de convênio assinado entre o Estado e a Cúria Metropolitana, decidiu-se pela criação de um museu de Arte Sacra, a ser instalado no Seminário da Conceição, em março de 1980, que incorporou o acervo acondicionado na Basílica.

Atualmente, parte desse acervo encontra-se em exposição junto ao Museu Histórico, no Palácio da Instrução, enquanto o prédio do Seminário encontra-se fechado para visitação pública para que se possa ser restaurado.

Recentemente, o Governo do Estado aprovou a proposta da construção do Museu de História Natural e Antropologia de Mato Grosso, em área já reservada do Parque Mãe Bonifácia, com finalidade de abrigar adequadamente todo o acervo anteriormente descrito, o que permitirá a ampliação do acervo existente, a implantação de um centro de estudos e pesquisas com processamentos técnico-laboratoriais e a realização de exposições.

Outro Museu a ser instalado em Mato Grosso, é o Museu que integra o projeto do Memorial Rondon, em Mimoso, distrito de Santo Antonio do Leverger.

Em Alta Floresta, cerca de 800 Km de Cuiabá, no próximo semestre será inaugurado o Museu Estadual de Paleontologia e Arqueologia. A proposta, de iniciativa da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), recebeu apoio do Governo de Mato Grosso, Secretaria de Estado de Cultura, por meio da Lei de Hermes de Abreu.

O museu englobará sala de exposições, laboratórios, biblioteca e auditório, ocupando 1,3 mil metros quadrados de área construída. O Museu Estadual de Paleontologia e Arqueologia será o maior museu localizado no interior do estado. A previsão é de que o prédio do museu esteja concluído no segundo semestre de 2002.

O professor Jesus da Silva Paixão, um dos responsáveis pelo projeto, informou que se pleiteia verba do Ministério da Cultura, para ampliação do auditório que consta no projeto original. A intenção é que esse auditório seja um espaço multiuso, com iluminação, som e toda a infra-estrutura necessária para realização de qualquer espetáculo artístico.

A equipe de pesquisadores envolvidos no projeto está reunindo e catalogando o material descoberto por estudiosos e pela população – especialmente peças cerâmicas e líticas (de pedra). O Museu será um centro de informações, em que a comunidade da região e visitantes possam entender aspectos do passado local.

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