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Mais de 130 alunos das Escolas Plenas ingressaram no Ensino Superior em 2018

Yuri Ramires | Seduc-MT

Junior Silgueiro/Seduc-MT
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O protagonismo juvenil trabalhado nas Escolas Plenas, que funcionam em tempo integral em Mato Grosso, refletiu no número de estudantes aprovados em instituições de ensino superior no último ano. Ao todo, mais de 130 jovens que cursaram o 3º ano do ensino médio em período integral em 2017 já estão nas universidades.

Das 14 Escolas Plenas que funcionavam em 2017 – neste ano o número subiu para 40 escolas atuam em período integral – 13 tiveram estudantes aprovados direto do 3º ano do ensino médio para universidades.

A Escola Plena Mário Spinelli, que fica em Sorriso (418 km de Cuiabá), foi a que teve o maior número de alunos aprovados, um total de 29.

Para o diretor da unidade, Paulo Nestor Nogueira, o resultado reflete na mudança do modelo de ensino, mas também na mudança de perspectiva dos jovens.

“O entendimento de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a principal forma de ter acesso ao ensino de uma universidade pública é importante para despertar a importância da preparação. Somado a isso, tivemos o aumento da carga horária das disciplinas de base”, lembrou.

Segundo o gestor, os alunos ficaram mais motivados e demonstraram interesse no aprendizado. “Além das aulas, tivemos o projeto do Pós-Médio, que é mais um reforço na preparação. Além de aulões aos sábados”.

O resultado do último ano foi gratificante para o diretor, que acredita no crescimento do número de aprovados para este ano. “Temos uma expectativa alta, os alunos já estão em preparação, demonstram mais interesse em fazer uma faculdade, sabem o que querem”.

Os cursos mais procurados pelos estudantes de Sorriso foram: Agronomia, Ciências Contábeis, Direito, Pedagogia, Letras, Engenharia e Fisioterapia.

Já a Escola Plena João Satto, em Araputanga (388 km de Cuiabá), conseguiu aprovar 27 estudantes. O diretor da unidade, Francisco Galvão, classificou o trabalho em equipe como um dos fatores responsáveis pela aprovação dos alunos. “Foi um conjunto de fatores, entre eles o trabalho da equipe gestora, dos professores e até mesmo dos pais, que estão mais participativos no processo de ensino-aprendizagem”, destacou.

Lá, os cursos mais procurados foram Engenharia e Arquitetura e Urbanismo, além de História, Matemática e Direito. Para 2018, os estudantes já estão sendo preparados com aulões e oficinas.

Preparação

De acordo com o coordenador do Núcleo de Ensino Integral da Seduc, Rogério Gomes, o número pode ser maior, já que muitos estudantes não informaram as escolas que ingressaram em um curso de nível superior.

Ele ressalta que um dos objetivos das escolas integrais é preparar os estudantes para encarar o mundo pós-escola. “O conhecimento deve continuar sendo adquirido e, para isso, os estudantes passam por tutoria, constroem um projeto de vida, já idealizando o que eles querem para o futuro”, lembrou.

Atualmente, 40 escolas funcionam em período integral em Mato Grosso, elas estão nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Araputanga, Barra do Garças, Sorriso, Alto Araguaia, Rondonópolis, Campo Novo do Parecis, Jaciara, Diamantino, Paranatinga, Poxoréu, São José do Rio Claro, São José dos Quatro Marcos, Alta Floresta, Chapada dos Guimarães, Colíder, Arenapólis, Confresa, Marcelândia, Matupá, Mirassol D’Oeste, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Rosário Oeste, Tangará da Serra e Juara. 





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