Pular para o conteúdo
Voltar

Estudantes de Chapada apresentam trabalhos na área de Ciências Humanas

Temas como xenofobia, guerra civil da Síria e racismo foram abordados nas pesquisas da Escola Plena Cel. Rafael de Siqueira.
Yuri Ramires | Seduc-MT

Junior Silgueiro/Seduc-MT
A | A

“Despertar para os desafios da humanidade” foi o tema proposto pela comunidade escolar da Escola Plena Cel. Rafael de Siqueira, em Chapada dos Guimarães (69 km de Cuiabá), durante a apresentação dos trabalhos da Feira do Conhecimento da unidade. Foram dois dias de evento, com a apresentação das pesquisas nas diversas áreas de ensino.

De acordo com a coordenadora pedagógica da escola, Laura Khalil Ahmad, a feira tem como objetivo proporcionar aos estudantes um estudo mais aprofundado sobre temas que já foram estudados em sala de aula, trazendo um universo maior de informações.

No segundo dia de apresentações, os trabalhos foram baseados em temas relacionados à sociologia, história, geografia e outros conteúdos de Ciências Humanas. Em uma das salas, estudantes do 2º ano abordaram a xenofobia, que é o preconceito caraterizado pela aversão, hostilidade, repúdio e ódio contra estrangeiros, por meio de um teatro de sombras.

“Os alunos decidiram o tema por conta própria, foram dois meses de pesquisa, estudos e de construção das cenas e das narrativas”, contou Laura. Episódios de xenofobia que aconteceram no país foram encenados pelos estudantes, que moram em uma região turística de Mato Grosso e recebem centenas de turistas ao ano.

Klezya Moreira, de 17 anos, foi uma das estudantes que participou da encenação, para ela, a experiência foi tocante. “O texto é baseado em fatos reais. Buscamos histórias de refugiados que estão no país. Então, pensar que isso aconteceu em nosso território, ver o nosso povo agindo dessa forma, é muito triste, é tocante”, ressaltou.

Do outro lado do pátio, estudantes do 1º ano criaram uma sala voltada à história e cultura da Síria, país árabe que se encontra em guerra civil há sete anos.

Para a professora Camila Rodrigues, que coordenou a pesquisa, a sala mostra o “lado b” do país, que é conhecido mundialmente por conta dos conflitos. “A Síria não é guerra. A pesquisa simboliza exatamente isso, que há cultura, que há história e vivência. Além disso, mostra que nós, brasileiros, temos muita influência da cultura árabe”, ressaltou.

A estudante Libia Oliveira, de 15 anos, guiou os visitantes na sala, que puderam conferir detalhes da vestimenta típica, a riqueza dos contos, como Aladim, Ali Babá e Mil e Uma Noites. Além disso, falaram sobre a culinária e costumes.

“Tudo que nós fizemos foi com base em muita pesquisa e com a ajuda da coordenadora Laura, que é árabe, veio para o Brasil quando criança. Todas as peças que estamos expondo são de seu acervo pessoal”, disse Libia.

Outras temáticas

Os estudantes também apresentaram um trabalho sobre racismo. Em uma sala, penduraram diversas notícias que relatavam casos do preconceito sofrido por homens e mulheres negras.

A reciclagem também foi tema. A professora Reicla Larissa foi a responsável por ministrar oficinas de papel reciclado, utilizando mão de obra da própria escola.

“Tudo que a escola produziu e que seria destinada ao lixo, nós estamos transformando em papel reciclado, que traz mensagens sobre a importância de preservar o meio ambiente e de sustentabilidade”, disse.

Para a professora, além de conscientizar os estudantes, a oficina possibilita também, fazer com que a reciclagem se torne uma fonte de renda.





Editorias