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Reeducandos de MT têm aulas de reforço para provas do Enem

Raquel Teixeira | Sejudh-MT

Sejudh
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Reeducandos de Mato Grosso que vão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade (Enem PPL) estão recebendo reforço educacional nas salas de aula das unidades prisionais. As provas serão aplicadas nos dias 11 e 12 de dezembro, nas unidades, e mais de mil reeducandos estão inscritos para o exame.

Na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, as reeducandas tiveram nesta sexta-feira (30.11) um aulão sobre redação e dicas gerais para as provas. De acordo com a pedagoga da unidade, Margareth Anderson, as aulas tiveram a parceria de professores da Universidade Federal de Mato Grosso.

Na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, em Rondonópolis, 40 reeducandos participam de um cursinho preparatório, divididos em duas turmas. Quem faz o ensino médio de manhã, frequenta o cursinho à tarde e vice-versa. A coordenadora pedagógica da penitenciária, Creuza Ribeiro, explica que na próxima semana eles terão aulões, com diversas dinâmicas de ensino, que estão sendo preparados pelos professores.

No Centro de Ressocialização de Cuiabá e na Penitenciária Central do Estado também serão feitos reforços para as provas. Na PCE, as aulas intensivas ocorrerão na próxima semana e devem participar do Enem 87 reeducandos.

Neste ano, 1.028 reeducandos do regime fechado, de 37 unidades do Sistema Penitenciário de Mato Grosso, estão inscritos para o Enem. Conforme o resultado obtido no exame, eles podem alcançar a oportunidade de ingresso no ensino superior. Entre 2015 e este ano foram inscritos no Enem PPL 3.662 reeducandos.

Das salas de aula de unidades penitenciárias, alguns recuperandos conseguiram obter sucesso nas provas do exame e atualmente estudam, mediante autorização judicial, em instituições públicas de ensino superior, como a Universidade Federal em Rondonópolis. Atualmente são 33 reeducandos de várias unidades prisionais cursando graduações como Letras, Ciências Contábeis, Ciências Biológicas, Administração, Matemática e Zootecnia.

Fabiana Magalhães, coordenadora do Núcleo de Educação nas Prisões da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, explica que o número expressivo de reeducandos para o Enem 2018 é resultado da sensibilização dos responsáveis pedagógicos junto aos gestores das unidades. “Os pedagogos e gestores das unidades se uniram num esforço conjunto para ampliar o alcance das atividades educacionais com as pessoas privadas de liberdade”.

Até 2016, a participação no Enem servia para que o reeducando pudesse certificar a conclusão do ensino médio. Para este ano houve outra mudança e só podem participar aqueles que já tenham concluído o ensino médio.