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Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Luiz Carlos Grassi | Setasc-MT

- Foto por: Arquivo Pessoal
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A Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que no Brasil tem status constitucional, reconhece em seu texto que a deficiência está no meio e na sociedade e não nas pessoas. Que a deficiência pode e deve ser entendida na perspectiva das diferenças e diversidades que podem ser encontradas em todas as representações do tecido social. Para garantir os direitos e acessos dessa significativa parcela da população, se faz necessário hoje negar toda forma de retrocesso no acesso a direitos, garantias individuais e coletivas. 

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Mato Grosso, órgão representativo das pessoas com deficiência físicas, sensoriais, intelectuais, ostomias, nanismo, doenças raras e as demais reconhecidas na Convenção já citada, bem como na Lei Brasileira de Inclusão, reitera sua incessante missão na luta e defesa das políticas públicas de natureza social, educacional, do trabalho, da saúde da cultura, do esporte, do lazer, da habitação entre outras, como condição de acesso a plena cidadania estabelecidas nas cartas constitucionais do país e do Estado do Mato Grosso.

Para tanto, contamos com a força dos que representamos, das suas famílias, dos envolvidos nessas  política, da firmeza e do compromisso do poder público, cujo propósito maior está na assertividade de gestar para o bem comum.

É também de nosso reconhecimento a força da Justiça, que se apresenta como garantidora de nossos direitos, e o Ministério Público, parceiro sempre pronto a defender nossas causas quando da violação de nossos direitos e a busca por qualidade de vida, inclusão e acessibilidade o que vimos fazendo cotidianamente. Nada sobre nós sem nós, que é o lema do segmento das pessoas com deficiência que representamos tem, portanto, o valor de requerer para nós, pessoas com deficiência, o protagonismo sobre nossas causas.

Nós, que ao longo da história do mundo criamos grandes peças musicais e éramos surdos, criamos sistemas educacionais e éramos cegos, criamos magníficas obras de arte e éramos chamados de aleijadinho e que nos rebelamos contra a invisibilidade que recai sobre nós, sobre o capacitismo que nega nossas possibilidades, talentos e sonhos. Assim, nos declaramos nesse dia 03 de Dezembro “Sujeitos de Direitos, livres de todos os preconceitos, desinformação e discriminação que impede nossa vida cidadã”.

*Luiz Carlos Grassi é presidente do Conselho da Pessoa com Deficiência (Conede), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).